Em favor de
uma maior ciência do universo que perpassa a
otaciliana Trilogia, para entrar em direto contato com o literato brasileiro
aqui homenageado - seu correio eletrônico é: gewolltt@yahoo.com
Website por:
Gabriel Salgueiro – PT
Clara Scliar –
BR
Alice Pereira – BR
Mensagens destinadas a 'Imago
Dei':
imagodei@europe.com
A ortografia vigente em Portugal não foi
obrigatoriamente mantida ao longo deste sítio.
Figuras:
Chagall
Gentil e auspiciosamente o sr.
Otacílio
Melgaço
acompanhou a feitura deste sítio. Agradecimentos pela sugestão da
vilabol e
pelos benevolentes serpenteamentos interventivos. Os internautas
hão de encontrar, propositada e inadvertidamente, inúmeras intervenções e
citações de O.M. ao longo deste sítio para nosso maior júbilo.
O "Virtual",
nas palavras de Lèvy, não é antagônico a mas é uma outra forma do "Real", pois
pois?
Méritos há para a honrosa colaboração, "tendo andado a matar a
cabeça para imaginar a arquitetura de nossa cibernética morada", do resenhista
portenho e colaço de Melgaço,
sr. Pablo Suarez
Paz.
Vide
http://otaciliomelgaco.vilabol.uol.com.br
“As coisas
belas são as que, quando vistas, nos agradam.”
São Tomás de Aquino
Por
meio de correio eletrônico – em meados de maio deste ano – postado a mim, o
autor brasileiro Otacílio Melgaço citara, grosso modo, James Joyce. Relativa à
passagem que gostava de reproduzir a seguir é a dissertação acadêmica daquele
que nos legava ‘Exilados’. Intitula-se ‘Drama e vida’:
“Primeiro pegou o
teatro grego; (...) Joyce disse que ele estava acabado, morto pelas adaptações
de bastidor forçadas pelas condições do palco clássico. Quanto ao grande drama
seguinte, o shakespeariano, este também estava morto, mera ‘literatura em
diálogo’. Outros dramaturgos antes dos modernos, Corneille, Metastasio,
Calderón, praticaram malabarismos de trama e não podiam ser levados a sério. Com
o pronunciamento de Verlaine, ‘Et tout le rest est littérature’ na mente, (...)
discutiu que não se devia confundir teatro com literatura. Literatura lidava com
sutilezas individuais em termos de convenções contemporâneas, enquanto o teatro
lidava com as leis imutáveis da natureza humana. Era paradoxal mas inegável que
só os ‘novos’ dramaturgos percebessem o que era intemporal e dizia respeito a
eles próprios. (...) O artista no teatro (...) adianta-se ao seu próprio eu e
faz-se mediador na terrível verdade diante da face velada de
Deus.”
IMPERTURBÁVEL, O MUNDO JULGA...
“Joyce aplicou a frase de Santo
Agostinho, ‘securus iudicat orbis terrarum’, à arte; o artista não se preocupa
em tornar seu trabalho religioso, moral, belo ou ideal, apenas se preocupa em
ser verdadeiro com as leis fundamentais, sejam expressas em mitos, como nas
óperas de Wagner, sejam em ficções realistas.”
(...)
“Ainda penso que se
pode esboçar na árida mesmice da existência uma medida de vida dramática. Até o
mais comum dos lugares-comuns, o mais morto entre os vivos, pode ter um papel
num grande drama. É uma pecaminosa tolice suspirar pelos bons velhos tempos,
alimentar nossa fome com as frias pedras que eles nos oferecem. Temos de aceitar
a vida como a vemos diante de nossos olhos, homens e mulheres como os
encontramos no mundo real, não como os apreendemos no mundo da fantasia. A
grande comédia humana de que todos partilhamos dá um campo de ação ilimitado
para o verdadeiro artista, hoje como ontem, e em anos passados. As formas das
coisas, como a crosta terrestre, mudaram. Os mastros dos navios de Tarshish
tombaram em pedaços ou foram devorados pelo desenfreado oceano; o tempo
rompeu-se na rapidez dos poderosos; os jardins de Armida tornaram-se desertos
sem árvores. Mas as paixões imortais, as verdades humanas que assim se
expressaram, na verdade são imortais, no ciclo heróico, ou na era científica;
‘Lohengrin’, drama, que se desenrola numa cena de reclusão entre meias-luzes,
não é uma lenda da Antuérpia mas um drama universal. ‘Espectros’, cuja ação se
passa numa sala comum, é de importância universal – um ramo baixo da árvore,
Igdrasil, cujas raízes se enfiam na terra, mas entre cuja folhagem superior
brilham e tremem as estrelas do céu. Talvez muitos nada tenham a ver com essas
fábulas, ou pensem que sua alimentação habitual é tudo de que precisam. Mas
quando hoje em dia nos postamos sobre as montanhas, olhando o antes e o depois,
ansiando pelo que não existe, mal e mal discernindo além das manchas do céu
aberto; quando as esporas ameaçam, e a trilha se cobriu de selvagens urzes, de
que adianta termos nas mãos uma bengala nebulosa em vez de um bastão de
alpinista, ou que tenhamos tênues sedas para nos proteger do áspero vento das
montanhas? Quanto antes entendermos nossa verdadeira posição, tanto melhor; e
tanto mais cedo estaremos então de pé segundo nosso caminho. Enquanto isso, a
arte, principalmente o teatro, poderá nos ajudar a preparar nossos lugares de
repouso com maior visão e previsão, e que suas pedras sejam construídas com
bravura e as janelas sólidas e belas.
‘(...) o que a senhora fará em sua
sociedade, srta. Hessel?’, perguntou Rörlund. ‘Deixarei entrar o ar puro,
pastor’, respondeu Lonta.”
Caro sr. Salgueiro, não obstante a
aragem
‘t i n ager’
do ensaio (?) JOYceano, postulo augúrios – acolá – à
dramática tríade que, aproado, aprecia.
Ironizaria, oxalá, suas
–
re(a)portemo-nos a/em J.A.J. –,
'mineralógicas’ origens..?
Do que sei (se)
é que: tomo como petrecho (‘jocax’) o foco (‘joyeux’) da referida crítica
(‘dublinonsense’?) e, em/a favor dela, ulteriormente, o
reverto...
(?)
Ass.:
C O l i d e s C A p e R
“Em direção a muitas mortes, muitas vidas, meu caminho de agora.” (Hilda Hilst)